Exposição
O Mundo Misterioso Inventado por Lorenzato
Abertura
De 29 de novembro de 2025
Período
De 29 de novembro de 2025
a 14 de março de 2026
De segunda a quinta das 10h às 19h;
sexta das 10h às 18h;
sábado das 10h às 14h;
fechado aos domingos e feriados.
Local
Rua Dr. Melo Alves, 400
Cerqueira César – São Paulo
+55 11 3064-7575
www.galeriafrente.com.br
- @errolflynngaleria
- /errolflynngaleriadearte
O Mundo Misterioso Inventado por Lorenzato
São Paulo demorou muito a saber de Lorenzato, fato que esta exposição contribui para remediar. Durante sua vida, concomitante ao século passado (1900-1995), foi, pelo menos a partir da década de 1950, quando sua produção embalou, quase um orgulhoso segredo cultivado por seus admirados conterrâneos de Belo Horizonte, a cidade onde nasceu e passou a maior parte de sua vida. Houve um largo intervalo, entre 1920 e 1948, cujo ponto de partida foi a viagem para a Itália com seus pais. Dentro desse intervalo houve outro: uma viagem de dois anos pela Europa, da Itália à Turquia, em companhia de um artista holandês, Cornelius Keesman, viagem intitulada de estudos, apenas, como explicaria, para obter livre trânsito pelos países.
Jamais se saberá o real propósito dessa viagem, posto que ele nunca contou direito (de Bach a Burroughs, de Brancusi a Kerouac, a história da arte está permeada de peregrinações iniciáticas). Seja qual tenha sido o motivo, viu muita arte em museus, em igrejas e pelas ruas, o que se depreende examinando sua extensa e complexa obra. É certo que saiu daqui senhor do seu ofício de pintor de paredes e, quando começou a pintar, já na Itália, as duas práticas entraram em sintonia, mesmo após sua aposentadoria da construção civil.
A poética de Lorenzato, como é característico entre os grandes artistas, é singular. Não se filia a nenhum movimento, a nenhuma igrejinha, embora dialogue à distância com muita gente. Mas tente enumerar os artistas que inventaram mundos. São poucos. E o de Lorenzato é muito particular. Percorra as muitas paisagens trazidas para esta exposição. Perceba os céus, especialmente as nuvens, ah, as nuvens de Lorenzato, densas, variando em formatos estranhos.
E o que dizer desses troncos de árvores, bambuzais, renques verdes, entrelaçamentos súbitos, urdiduras complexas, que nada têm a ver com a observação da natureza? Há também as pessoas, os boizinhos, todos de caras indefiníveis, coisas que não se dão a ver; e o jogo das cores fazendo nosso olhar brincar de amarelinha, cores, como tudo o mais, baças, sem brilho, obrigando-nos a chegar perto, atraindo nossa atenção para a superfície espessa, convidando-nos a habitá-las.
Agnaldo Farias
Biografia
Obras Em Exposição
Participou da exposição retrospectiva do artista no Museu Inimá de Paula, em 2025, e está reproduzida no catálogo da mostra, na página 65.
Participou da exposição retrospectiva do artista no Museu Inimá de Paula, em 2025, e está reproduzida no catálogo da mostra, na página 54.
Participou da exposição retrospectiva do artista no Museu Inimá de Paula, em 2025, e está reproduzida no catálogo da mostra, na página 53.
Reproduzida no livro Lorenzato, texto de Maria Angélica Melendi, editora C/Arte, na página 155.
Reproduzida no livro Lorenzato, texto de Maria Angélica
Reproduzida no livro Lorenzato, texto de Rodrigo Moura, editora Ubu, na página 233.
Participou da exposição retrospectiva do artista na Galeria Alberto da Veiga Guignard (Palácio das Artes), em 2025, e está reproduzida no catálogo da mostra.
Reproduzida no livro Lorenzato, texto de Rodrigo Moura, editora Ubu, nas páginas 220 e 232.
Participou da exposição retrospectiva do artista no Museu Inimá de Paula, em 2025, e está reproduzida no catálogo da mostra, na página 51.
Participou da exposição retrospectiva do artista na Galeria Alberto da Veiga Guignard (Palácio das Artes), em 2025, e está reproduzida no catálogo da mostra.
Participou da exposição retrospectiva do artista na Galeria Alberto da Veiga Guignard (Palácio das Artes), em 2025, e está reproduzida no catálogo da mostra.
Reproduzida no livro Lorenzato, texto de Rodrigo Moura, editora Ubu, nas páginas 3 e 148.
Reproduzida no livro Lorenzato, texto de Rodrigo Moura, editora Ubu, nas páginas 220 e 234.